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Entrevista com Jacira Fagundes sobre nova coletânea
Editora Metamorfose


Como surgiu o livro Quando o verbo vira trama?

A ideia de publicar uma nova coletânea veio com uma oficina dentro do Grupo de Leitura e Criação Literária da Metamorfose. Enquanto a oficina ia se desenvolvendo, alguns textos iam sendo direcionados a uma caixa de contos selecionados para a nova coletânea. O título “Quando o verbo vira trama” foi escolhido entre algumas sugestões das autoras. Deve-se este título a Magaly Andriotti Fernandes, por ter sido considerado o mais próximo e mais revelador da produção literária das dez autoras, todas mulheres. 

 

É possível perceber alguma unidade entre a produção das autoras?

Creio que sim, em alguma medida. Os estilos próprios se mantêm. Mas é quase impossível distanciarem-se das circunstâncias que impedem atos e posicionamentos das mulheres na sociedade. Muitas mulheres ainda lutam por respeito e por emancipação nos dias de hoje, o que resulta em literatura na maioria destes contos.  

A unidade na produção dos textos se fez, justamente, pela uniformidade quanto a valores éticos, muitas vezes subtraídos da vida cotidiana. A busca, o desejo, a discriminação, a determinação e, em paralelo, a submissão ao estabelecido socialmente, são elementos presentes na maioria dos textos do livro.

 

Todas são autoras mulheres, isso foi algo proposital? Casual? Isso se reflete de alguma forma na produção?

Outra casualidade que cabe perfeitamente no título do livro, que remete às antigas  Mulheres de Atenas, que teciam, entre fios e tramas, seus mantos e suas vidas. A princípio eram onze os autores no nosso grupo; dez mulheres e um único homem que acabou desistindo. Então sobraram as mulheres. Não houve qualquer interferência no sentido de estabelecer um olhar feminino para uma ou outra causa nos contos. Os textos já estavam andando, sendo revisados.  Mas refletem o olhar da mulher, sim. Na extensão da obra, mesmo quando o protagonista é um homem, ou um animal, por exemplo, a visão da mulher se revela.

 

O livro é de contos, mas muitas autoras buscam histórias de memórias. Como fazer essa distinção entre memória e conto?

O que seriam histórias de memórias? O que seriam contos? Há aqui uma discussão bastante ampla para o espaço da entrevista. O fato de escrever na primeira pessoa pode suscitar  alguma interferência da autora na história. Mas não necessariamente se a autora souber guardar distância da cena vivida num passado. No meu entender, o conto é um gênero literário. Já a memória não se enquadra como um gênero literário. Ela pode ser acessada dentro de um artigo, de uma crônica ou de um conto.

O que acontece nos contos que apoiam toda narrativa na memória do personagem, como é o caso de A cozinha, por exemplo, é a desconfiança por parte do leitor de que a autora  narra uma história real da sua vida, porque a saudade está presente no texto. Sim, o personagem é saudosista nesta história, sua memória revela o saudosismo. Mas, embora o apoio na memória, existe a construção de uma narrativa.

 

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