O VELHO ILUSIONISTA

O velho ilusionista na tarde de madeira

e pouca luz.


E como está distraído,

quase sem existir por inteiro,

vamos entrar na sua aura de fumaça.


Atrás do pano surrado da sua alma,

baralhos marcados, cartuchos com panos coloridos,

nada disso se encontra.


Apenas um silêncio.

Silêncio não:

se escutar bem,


apenas imagens, pontos, linhas,

se virar tem barba,

se virar tem cabelo.


E um suspiro profundo,

cansado

por repetir os mesmos truques.


Mas, antes que pergunte

se quer largar tudo,

uma explosão de espoleta o projeta.

Para onde?





 

 

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