Moacyr Scliar sobre Play

Ricardo Silvestrin já era bem conhecido do público brasileiro, através de usa notável e diversificada obra poética, que inclui diversas experiências (haicai, poesia para público infantil) e que lhe valeu prêmios e distinções. Agora esse gaúcho, nascido em 1963 e formado em Letras, estréia no conto. E sua estréia é um triunfo: o domínio que tem da história curta é absoluto e fascina o leitor. Como todo grande contista, Silvestrin sabe tomar um fragmento do cotidiano e transformá-lo num instrumento de exploração da condição humana, como constatamos já na primeira história, “Filme”, que, em poucas linhas, representa um fundo mergulho no coração e na mente de um brasileiro comum. A realidade do Brasil está, aliás, presente em muitas histórias (e o conto que dá título ao livro, “Play”, é um exemplo), mas outras narrativas mostram, por seu surrealismo, que a imaginação do autor não conhece limites. Parafraseando Humphrey Bogart em Casablanca, só podemos dizer “Play it again, Ricardo Silvestrin”. Sente-se de novo ao teclado de seu computador e produza mais contos. A platéia aplaudirá de pé.

Moacyr Scliar
(quarta capa do livro)

 

 

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