Ronald Augusto sobre Play

Play (Record, 2008), de Ricardo Silvestrin. Em sua estréia na prosa o poeta multipremiado se mostra seguro das belezas e dos riscos envolvidos no trato com o gênero. Felizmente, Silvestrin se concentra mais nas belezas do que nos riscos. Não que se mostre leniente com as redundâncias às vezes exigidas pela prosa. Ao contrário, o poeta, isto é, o prosador assimila essas características devolvendo-as de maneira renovada tanto ao leitor quanto aos seus pares, fazendo boa “prosa magra” — expressão que, uma vez, um detrator de Machado Assis usou para tentar diminuir a arte imbatível do mulato —, assim como Kafka e depois Borges o fizeram. No quadro da prosa contemporânea Play dá um drible na torpeza esteticamente tolerável a que estamos quase que habituados.

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