Guffo sobre Play

Terminei de ler PLAY. Achei como obra, olhando o geral, muito consistente. Apesar de híbrida. Ou seja, gostei muito do ritmo dos contos, com frases curtas, pensamentos diretos, ações constantes, mundos internos instigantes. Dei umas risadas com "Três motivos para matar o Doutor Arnaldo" e "Maremoto". Adorei "Conversação" e "Circular". Esse, aliás, me deu vontade de fazer um curta dele.

Mas, velho, o que é o conto PLAY, hein!! Meu, tu PIROU GERAL!!! hahahaha...tipo, vem os contos com frases curtas, e de repente, o tchau das vírgulas e dos pontos. Caralho, 50 páginas com um ritmo INFERNAL, vários loops, labirintos, meu Deus, na boa, não sei descrever esse "conto". O melhor de tudo é que ele serve para defender a tese do final das vírgulas e dos pontos na língua, porque dá pra seguir o ritmo numa boa. Tá perfeito, é único e sensacional. Acredito que, como escritor, tu deves sentir orgulho desse conto. Tem que ter muita pena nas mãos, muita vivência com a língua e muitas linhas passadas pelos olhos, para um dia chegar e escrever isso.

Enfim meu, nunca tinha lido nada teu. Foi uma excelente porta de entrada. Parabéns e vê se não esquece de tomar os remedinhos, pra não ficar escrevendo GENIALIDADES como essa!!!

Guffo

 

 

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